quarta-feira, 8 de junho de 2011

News Gastronomix

terça-feira, 31 de maio de 2011

GASTRONOMIX // Couvert: uma esperteza dos restaurantes?


Usualmente, o couvert é uma pequena entrada servida nos restaurantes para que os comensais distraiam o paladar até chegar a entrada ou o prato principal. A questão, muito comentada, por quem senta à uma mesa de restaurante é se “essas porções” devem ser cobradas ou devem ser cortesia da casa.

Na verdade, não existe uma regra clara. Cada estabelecimento tem o direito de definir sua política. Muitos não cobram se as pessoas consumirem pratos principais, como é o caso do Beirute (em Brasília) – que serve pães sírios e pastas de grão de bico e berinjela aos que escolhem refeições no cardápio. A política é simpática e agrada.

O que acho bastante desonesto do restaurante é quando o garçom chega à mesa, despacha a manteiga, pão, azeite (whatever) e, quando vem a conta, aquela surpresa: a cobrança do couvert. Muitas vezes, a cobrança por cabeça, o que é ainda mais desagradável. Na minha opinião, é abusiva esta política de não informar que o amuse bouche tem um preço. Me sinto saqueado.

Por isso, minha gente, não tenham vergonha de perguntar se o couvert “estrategicamente” colocado ali na sua mesa é pago. E se for, pergunte, sem constrangimentos, quanto custa. Se o valor é individual ou não?

Claro que se você for seguir algum manual de etiqueta mais conservador, talvez esteja escrito que este tipo de pergunta é deselegante ou pode indicar que você é um tremendo de um pão-duro. Mas se você sabe o valor do seu dinheiro, tenha em mente que está exercendo apenas o papel de consumidor, com regras claras do seu consumo.

Não se intimide. Muitos restaurantes, dos mais renomados, usam essa política da “empurroterapia” para que o cliente se sinta obrigado a consumir mesmo que ele não deseja. E você, o que acha dessa política do couvert: deve-se cobrar ou não?

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